Monday, May 08, 2017

Marcos Freitas na Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea - Editora Chiado


NA TARDE QUE SE AVIZINHA

sejamos eternos, querida,
mesmo na plenitude de nossa ira.

chega de nossos discursos prontos,
não suportamos mais esperar o fim do verão.

estranhamos, em silêncio, conselhos dos mais velhos.
tentamos, inutilmente, reler os jornais passados;
o que buscamos nas páginas surradas?

a paisagem se adensa na geografia das ruas
de nossa cidade desconhecida.

mergulhemos no assombro de nosso desejo;
é sempre possível a palavra mais pura e límpida, querida,
mesmo fora de nosso dicionário.

o cheiro do feijão, em panela de ferro,
reacende o fogo de lenha da imaginação: o relógio da manhã.

herdeiros de nossa própria memória,
divisamos a rua de nossa fraqueza e ausência, na tarde que se avizinha.

o leito seco do rio aguarda a estação chuvosa nas cabeceiras;
depositemos, pois, iguarias e provisões na vazante de nossas horas.

sejamos eternos, querida,
mesmo na finitude de nosso dia.

Marcos Freitas, Brasília - DF.

Artigos Marcos Airton de Sousa Freitas - Engenheiro Civil - Especialista em Recursos Hídricos- Periódicos UNIFOR


1. FREITAS, M. A. S. Um Sistema de suporte à decisão para o monitoramento de secas meteorológicas em regiões semi-áridas. Revista Tecnologia, Fortaleza, v. 19, n. 19, p. 19- 30, 1998. periodicos.unifor.br/tec/article/view/1175

2. FREITAS, M. A. S.  Aspectos a serem considerados quando de uma análise regional integrada de secas. Revista Tecnologia, Fortaleza, v. 17, n. 9, p. 9- 17, 1996 - ISSN 0101-8191, Fortaleza. periodicos.unifor.br/tec/article/viewFile/1245/4300

3. FREITAS, M. A. S.  Análise estatística dos parâmetros de secas e de cheias hidrológicas em rios intermitentes do semi-árido brasileiro. Revista Tecnologia, Fortaleza, n. 18, p. 31- 37, 1997. periodicos.unifor.br/tec/article/viewFile/1224/4314

4. FREITAS, M. A. S.; PORTO, A. S. Considerações sobre um modelo determinístico chuva-vazão aplicado a bacias do semi-árido nordestino. Revista Tecnologia, Fortaleza, v. 11, nº1, 1990.
http://periodicos.unifor.br/tec/article/view/1352/838

5. FREITAS, M. A. S. Modelos diários chuva-vazão em bacias do semi-árido brasileiro.
Revista Tecnologia, Fortaleza, v. 15, nº1, 1994. http://periodicos.unifor.br/tec/article/view/1291/4287

 
6. ALENCAR, P. F.; RIBEIRO, A. V. R.; FREITAS, M. A. S. Modelos computacionais baseados na biologia: algoritmos genéticos e redes neurais artificiais. Revista Tecnologia, Fortaleza, v. 92, nº18, p. 92- 98, 1997. periodicos.unifor.br/tec/article/viewFile/1239/4322

7. BARROS, F. R. M.; FREITAS, M. A. S. Previsão de cheias usando redes neurais artificiais.  Revista Tecnologia, Fortaleza, nº19, p. 99- 105, 1998.
http://periodicos.unifor.br/tec/article/view/1188

Friday, May 05, 2017

FILME BRASILIENSE


FILME BRASILIENSE

minha boca se cala
os seus olhos tremem
seu corpo é sonho bom

entre as luzes do cinema
vejo refletida sua imagem
na torre de tv – lhe revejo –
beijo seu eixo (monumental)
entrequadro-me em suas asas
e vôo inteiro sobre seu lago
(largo êxtase) sedento
 
Marcos Freitas, poeta piauiense, natural de Teresina.
Poema transcrito do livro “Urdidura de Sonhos e Assombros”, Ed. CBJE, RJ, 2010.



"E vou tomar aquele velho navio ...." - Waly Salomão





DESFERROLHADOS

e assim sou:
água boa
de Savary.

e assim vou
subir o morro
celebrar missa
(em latim)
com Waly.

e assim vou
apodrecer à beira-mar:
pera ou rio Anil
da ilha de Gullar?

e assim sou:
ou cogito ser –
agora.

Marcos Freitas.

Gal Costa - Vapor Barato (Ao Vivo)

Tuesday, May 02, 2017

Resultado - Prêmio Sesc de Poesia Carlos Drummond de Andrade 2016




Resultado - Prêmio Sesc de Poesia Carlos Drummond de Andrade

Resultado:

http://bit.ly/resultado-sescdf2016


Cerimônia de Premiação:
Dia 04 de maio de 2017
Horário: 20 h
Local: Sesc Estação 504 Sul, W3 Sul, Quadra 504/505, Bloco "A"

Wednesday, April 26, 2017

Raul de Taunay convida para o lançamento de Poemas ao Desabrigo




Poeta de uma singularidade lírica exclusiva, personagem forte e marcante, o embaixador Raul de Taunay, com uma imensa sensibilidade, emerge definitivamente na obra ‘Poemas ao Desabrigo’.
Considerado uma das grandes revelações da poesia brasileira contemporânea, Raul de Taunay, atualmente, escreve romances, livros de poesias, ensaios, artigos e análises do cenário internacional. Em 2005, por unanimidade, foi-lhe outorgada a Medalha João Ribeiro, pela Academia Brasileira de Letras.

Seguindo o caminho das margens que percorreu pelo mundo inteiro à procura de uma fonte para as suas palavras, este poeta intenso faz da poesia um deleitoso momento de prazer. Raul de Taunay revela, nestes ‘Poemas ao Desabrigo’, a harmonia fugaz entre forma, beleza, crueza e liberdade, numa sequência de odes, elegias, trovas, baladas e sonetos marcantes e inesquecíveis. 

Lançamento - Poemas ao Desabrigo
Data: 27 de abril (quinta)
Horário: 19h30

Local: Embaixada da Índia

Endereço: St. de Embaixadas Sul, 805 - Brasília
 



Sobre o autor:
O poeta e diplomata Raul de Taunay, nasceu em Paris, França, em 23 de março de 1949 – brasileiro nato, de acordo com o artigo 129, inciso 1o, da Constituição Federal de 1946. Por ser o segundo de sete filhos do diplomata de carreira brasileiro, e professor, Jorge d’Escragnolle Taunay, casado com Mary Elizabeth Penna e Costa d’Escragnolle Taunay, igualmente professora universitária, recebeu na infância uma educação qualificada e abrangente, aprofundada pela vida cosmopolita que os pais levavam por intermédio de países europeus e americanos. Passou os primeiros anos de vida na França e na Dinamarca, iniciando depois estudos primários nos Estados Unidos, México, Perú, Argentina e Brasil. Cursou Direito na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, e durante este tempo de faculdade escreveu um caderno de versos denominado ‘Visuais de Aquário’, que mais tarde integraria, junto a outros versos, o seu primeiro livro: ‘Poética do Novo Bardo’. No ano em que se formou, em 1972, passou no concurso do Instituto Rio Branco (IRBr) para diplomatas, e, posteriormente, viu-se aprovado em todos os exames do Curso de Preparação à Carreira de Diplomata, ingressando em 1974, como terceiro-secretário e, a partir disto, obteve uma carreira em que ocupou cargos em embaixadas e consulados. Como escritor e intelectual é autor de romances, livros de poesia, ensaios, artigos e análises do cenário internacional, vistos do ângulo das possibilidades e dos interesses brasileiros.

Endossos
Sobre sua obra, o poeta Carlos Nejar, romancista e crítico literário, membro da Academia Brasileira de Letras, comparou-o com Arthur Rimbaud, no Barco Ébrio, por recobrar nas palavras todas as confluências de sua poesia errante, de país em país, “carregando o eito de si mesmo, procurando alguma constelação perdida”.
Recentemente, o editor e escritor Jorge Viveiros de Castro, ao apresentar os livros gêmeos, em verso e prosa, o Andarilho de Malabo, editado recentemente pelo autor, considerou Raul de Taunay um dos escritores mais interessantes de sua geração.
O poeta Nicolas Behr no fim de um comentário crítico sobre o autor, publicado na contracapa do seu novo livro, revela: “em Raul de Taunay a criação brota, jorra natural, aos borbotões. Andarilho do mundo, poeta do mundo”. O plenário da Academia Brasileira de Letras outorgou-lhe em dezembro de 2005, por unanimidade, a Medalha João Ribeiro.

Ficha Técnica:  Poemas ao Desabrigo
Categoria: Poesia brasileira
Formato: 16x23cm
Páginas: 223
Edição: 1o
ISBN: 978-85-421-0522-3
 http://woomagazine.com.br/raul-de-taunay-autor-premiado-pela-academia-brasileira-de-letras-lanca-livro/